A curiosa história do gracejo na farmácia



Gracejo na farmácia
Entrei na farmácia para comprar fita dental (não fio dental) e um passa fio, e eis que me deparo com um senhor de cerca de 30 anos sentado em uma das cadeiras, tinha cabelos escuros, traços levemente orientais e grandes óculos quadrados. Eu o encarei por alguns segundos e ele fez o mesmo, tinha quase certeza de que o conhecia (depois percebi que sua aparência era uma mistura da de meu antigo professor de artes com a de meu urologista).
Mas logo depois avistei uma mulher muito bela encostada no balcão, tinha olhos azuis e um belo cabelo loiro preso. Ela olhava fixamente para baixo e um homem alto e gordo estava próximo dela, tinha o rosto barbudo e ela riu de alguma coisa que ele disse (ele estava ´´enchendo o saco`` dela), deduzi acertadamente que tinham uma relação conjugal. E o que me chamou a atenção nisso tudo? Bem, duas coisas:
Eu tentei fazer contato visual com ela, mas, mesmo percebendo minha presença, ela não se dignou a me fitar, fingiu que eu não existia. Não sei se tenho alguma razão, mas fiquei bastante irritado com o que interpretei como ´´arrogância``, embora racionalmente as pessoas tenham todo o direito de não me fitar, além de ficar bastante magoado, logicamente.
A segunda coisa foi o parceiro dela: Ele não aparentava ser bonito e obviamente não possuía um porte atlético, além de um jeito bastante propenso a zoar as pessoas. Então, por que estavam juntos? Como ele conseguira uma mulher tão bela? Obviamente ela gostava muito dele, afinal rira de seu ´´gracejo``. Nesse ponto me pergunto o que realmente importa nas relações humanas.

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